O dia amanheceu como todos os outros dias que já amanheceram, mas aqui dentro do quarto tudo tá cada vez mais diferente. Ele parece cada dia mais frio, as paredes não continuam mantendo contato, eu tenho encostar, mas parece que o calor do meu corpo esquenta muito a frieza das paredes. O quarto parece preferir o frio.
A claridade incomoda muito, melhor solução e tampar mesmo o sol com a peneira, cortina.
O sol não deixa de expandir sua claridade pro mundo, todos percebem e sentem a força dessa realidade tão clara, mas aqui dentro não, as cortinas estão impedindo isso.
No escuro, tudo se confunde e se esconde pra que eu não possa ter a certeza do que e de como as coisas devem seguir, não exatamente com essa intensão, mas com função de. É aqui que as lembranças conseguem chegar com mais pressa e intensidade, os barulhos externos são mesmo parte de um mundo paralelo e distante no momento. Refúgio, refugio.
Ainda que com cortinas, existe a claridade do computador sempre ligado. Deve ser esta que faz com que as coisas aqui dentro mudem tanto, é mais do que a simples janela coberta. E ainda existe a espera de mais uma claridade, essa não depende do quarto e nem de mim.. e é a mais esperada.
O quarto insiste em ficar escuro..
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